André Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para presídio federal de Brasília
André Mendonça atende PF e manda transferir dono do Banco Master para presídio federal
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que apontou a necessidade imediata de mudança do investigado de unidade prisional. Atualmente, Vorcaro está detido em São Paulo.
Segundo a PF, a transferência é necessária para garantir a integridade física do banqueiro. A corporação destacou que a legislação prevê a inclusão em estabelecimentos penais federais de segurança máxima de presos cuja permanência se justifique “no interesse da segurança pública ou do próprio preso condenado ou provisório”.
Ainda de acordo com a PF, a Penitenciária Federal de Brasília possui condições institucionais que permitem um monitoramento mais próximo da custódia do investigado, sobretudo pela proximidade com os órgãos responsáveis pela condução da investigação e pela supervisão judicial das medidas cautelares determinadas pelo STF.
Outro ponto destacado pela PF é que Vorcaro, proprietário do Banco Master, possui “capacidade de influência institucional” já evidenciada ao longo das apurações. Por isso, a penitenciária federal na capital do país foi considerada o ambiente com estrutura de segurança compatível com a complexidade e a sensibilidade do caso.
Ao acolher o pedido, Mendonça determinou a transferência imediata do banqueiro para a unidade federal em Brasília. O ministro também ordenou que a PF seja intimada para, em diálogo com a direção da unidade prisional onde Vorcaro se encontra atualmente, adotar as medidas necessárias para viabilizar a remoção.
Prisão em operação da PF
Daniel Vorcaro foi preso preventivamente na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (4/3). Ele está custodiado na Superintendência da PF em São Paulo.
A investigação apura a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, que teriam sido cometidos por uma organização criminosa.
No âmbito da operação, também foram determinadas medidas de afastamento de cargos públicos, além do sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. Segundo os investigadores, a medida tem o objetivo de interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar valores que possam estar relacionados às práticas ilícitas em apuração.
Fonte: Agenda Capital

