Neymar é esperado para treinos da seleção, mas volta contra o Haiti ainda não é confirmada
Atacante de 34 anos só tem feito trabalhos na academia, de condicionamento físico e fisioterapia
A semana da seleção brasileira após o empate contra Marrocos, 1 a 1 na estreia da Copa, começa novamente com Neymar como protagonista, mesmo que até agora não tenha participado, em campo, de nenhum dos 14 treinos do elenco desde a apresentação em 27 de maio. Ele se recupera de uma lesão na panturrilha direita, sofrida na véspera da convocação final para o Mundial. Dia 17 de junho, quarta-feira, fará um mês que ele não trabalha no gramado.
Carlo Ancelotti disse antes do confronto contra os marroquinos que espera que Neymar possa treinar com os companheiros no Columbia Park, o centro de treinamento base da equipe em Morristown, nesta semana. Sua disponibilidade para enfrentar o Haiti na sexta-feira, 19, na segunda rodada do Grupo C, porém é considerada improvável.
Por enquanto, ele só tem feito trabalhos na academia, de condicionamento físico e de fisioterapia. O protocolo indica que quando liberado para treinar no campo, passará por um período de transição. Se estivesse no Santos, seu clube, talvez isso demorasse vários dias. Por isso tê-lo contra os haitianos é considerado difícil.
Quando se cogitou se Neymar poderia ou não ser cortado da Copa, após o exame realizado em Teresópolis, no início da preparação, ter constatado uma lesão grau 2 na panturrilha, Ancelotti logo negou que tiraria o jogador da lista. Justamente porque se projetava que ele deveria estar bem para enfrentar o Haiti.
O terceiro confronto na Copa será em 24 de junho, contra a Escócia, daqui a dez dias portanto. Esse parece um prazo mais realista, dentro da comissão técnica, para ter Neymar disponível no banco de reservas, o que já superaria o prazo inicial que se esperava, que era para a segunda rodada diante do Haiti.
Neymar tem cumprido tudo o que combinou com a comissão técnica e a diretoria de seleções da CBF antes da convocação. Houve contato telefônico em que foi pedido, por exemplo, que ficasse mais discreto nas redes sociais, o que tem cumprido. A maioria das publicações envolvem a seleção e agradecimentos por estar na Copa, além de posts publicitários. Ele também ouviu que começaria a Copa na reserva e não seria capitão, mas manteria a camisa 10. E aceitou.
A data limite para trocar um jogador machucado acabou na sexta-feira, dia 12, véspera da estreia contra Marrocos. Agora, Neymar fica até o fim. Também na coletiva pré-jogo contra o Marrocos, Ancelotti disse que, além da parte técnica, chamou Neymar pela influência positiva que tem no grupo. O elenco o adora e, na estreia da Copa, ele pôde ficar no banco, de boné e tênis, participando ativamente nas orientações aos companheiros.
“Quando convocamos o Neymar, nós o convocamos não só pela sua qualidade técnica, que é indiscutível. Mas também por sua experiência e pelo exemplo que ele pode representar para os jovens que temos nesse grupo”, afirmou Ancelotti antes da estreia da seleção.
Com Estadão

