Jogos eletrônicos cresce em Brasília e movimenta economia na capital

Jogos eletrônicos cresce em Brasília e movimenta economia na capital

Com a contribuição do Fundo de Apoio à Cultura, indústria dos games cresce no DF e faz com que novos estúdios e produtores independentes alcancem seu espaço

O “empurrão” que a indústria de jogos eletrônicos precisava para ganhar espaço vem sendo dado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Com o setor em franco crescimento no DF e demandado pelos gamers de plantão, os estúdios que desenvolvem esse tipo de software são também contemplados pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Este ano, são R$ 500 mil em recursos previstos em um dos editais do FAC para atender a quatro empresas do ramo.

Um incentivo interessante, até mesmo porque criar um jogo digital não é tarefa fácil. Que o diga o game designer Philippe Lepletier, 38. Formado em publicidade e propaganda e com curso técnico em jogos digitais, ele montou sua produtora de games com a esposa, Juliana Bermudez. E colocou à venda recentemente o game Mandinga, disponível para quem curte jogar em computadores ou pilotar um joystick.

‌“O jogo digital hoje é uma mídia potente para passar informações, costumo dizer que é um cinema interativo. E a maioria são produções independentes que buscam seu espaço, se estruturar melhor”, conta Philippe. “Desta forma, um fomento como o do FAC é muito importante para a gente. Tenho uma equipe multidisciplinar de cinco pessoas que me ajudam a conceber um jogo.”

Philippe recebeu recursos da ordem de R$ 50 mil do edital multicultural do FAC de 2021; hoje, Mandinga já foi comprado e jogado por cerca de 5 mil gamers, segundo ele. No desafio, dois homens negros em situação de escravidão se unem para fugir da fazenda e se abrigar em um quilombo em busca de melhores condições de vida. O cenário é a cidade de Salvador (BA), e tudo se passa no período colonial brasileiro. “A narrativa do jogo remete à história, fala um pouco do contexto daquela época”, pontua ele.

Foi a partir de 2020 que o GDF começou a incluir o segmento de jogos nos editais do FAC diante de seu potencial na economia criativa. “O mercado de games é atualmente um fenômeno no mundo inteiro. Em reunião recente com as associações, ficamos de planejar editais estratégicos voltados para a área”, destacou o secretário substituto da Secec, Carlos Alberto Silva Jr. Ele lembrou, inclusive, que ferramentas usadas na medicina, na educação e outras já são criadas a partir do universo dos games.

Gestão profissional em um mercado promissor

O DF já teve jogo premiado nacionalmente e possui uma associação de desenvolvedores desse tipo de entretenimento. O game No Place for Bravery , nascido em estúdio brasiliense, foi agraciado como melhor game brasileiro na premiação do Big Festival, que reúne os melhores da América Latina. Já a comunidade dos produtores de jogos locais é colaborativa e representada pela Associação de Desenvolvedores de Jogos Eletrônicos do DF (Abring).

“É importante que aqueles que estão começando a fazer jogos criem suas empresas e aprendam a geri-las. Temos material de muita qualidade aqui em Brasília e podemos manter a produção consistente”, aponta o presidente da associação, Alberto Miranda. A Abring conta hoje com 37 associados, sendo 17 empresas efetivas e 20 profissionais independentes.

“O nosso setor vem crescendo, gerando emprego e renda, independentemente da pandemia. Os editais são um primeiro passo, e esperamos ter uma linha específica para jogos”, finaliza o diretor da associação nacional Abragames, Antony Vianna.

Com Ag. Bsa

Lairson Bueno

Lairson Rodrigues Bueno, advogado OAB DF 19407, especialista em Direito Penal, atuando na região Centro Oeste, e, estados de São Paulo e Piauí. É formado em Direito pela UCDB - Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande (MS), cursou Estudos Sociais pela UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e, Teologia pela FE - Faculdade Evangélica de Brasília, pós graduado em Direito Penal e Formação Sócio Econômica do Brasil pela UNIVERSO-Universidade Salgado de Oliveira de Niterói (RJ). Mais de 70 cursos de qualificação e atualização profissional. Cursou Espanhol Básico e advogou na fronteira com o Paraguai. Ex-funcionario do Banco do Brasil por 12 anos e de cargos comissionados nas Administrações Públicas por 10 anos. Ex-presidente das Subseções da OAB por 3 mandatos, sendo dois mandatos por Samambaia (DF) e um por Taguatinga (DF). Contatos: (61) 9-8406-8620 advbueno@hotmail.com

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