CLDF: 24 vagas, 431 candidatos e uma disputa aberta na reta final

CLDF: 24 vagas, 431 candidatos e uma disputa aberta na reta final

Pesquisa mostra disputa pulverizada. Nomes como: Roriz Neto, Chico Vigilante, Max Maciel, Pepa, Bispo Renato, Martins Machado, Jaqueline Silva, Delmasso, Daniel de Castro, Gabriel Magno, Ricardo Vale, André Kubitschek e Renata Daguiar, estão entre os nomes com grande potencial eleitoral.

A disputa por uma das 24 cadeiras da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) entra na reta final com um cenário ainda bastante aberto. São 431 candidatos concorrendo às vagas de deputado distrital, uma média de quase 18 candidatos por cadeira.

A forte pulverização de votos torna difícil apontar antecipadamente quem serão os 24 eleitos. Além da votação individual, o resultado dependerá do desempenho dos partidos e federações e da força das nominatas.

A pesquisa mais recente do Instituto Gazeta de Pesquisa (Igape) registrada no TSE sob o nº DF-09945/2026, divulgada em 13 de setembro, mostra Joaquim Roriz Neto (PL) na liderança, com 3,7%, seguido por Chico Vigilante (PT), com 3,3%. Max Maciel (PSOL) e Pepa (PP) aparecem empatados, com 3,2%. Os candidatos Jaqueline Silva e Delmasso estão empatados com 3,0%.

A diferença entre os quatro primeiros é de apenas 0,5 ponto percentual. Outro dado importante é que 23,7% dos entrevistados ainda não sabem ou não responderam em quem pretendem votar.

O quadro demonstra que a eleição permanece aberta e que a reta final poderá alterar significativamente a composição da próxima legislatura.

Apesar da liderança, a diferença para os demais candidatos é pequena e não permite falar em favoritismo consolidado.

Bispo Renato: experiência e base eleitoral

Entre os nomes que merecem atenção especial está a do Bispo Renato Andrade (Republicanos).

Ex-deputado distrital, Bispo Renato exerceu dois mandatos na CLDF, período em que participou da aprovação de leis de grande repercussão nas áreas da saúde, segurança, transporte, educação e proteção animal.

Entre as iniciativas associadas à sua atuação estão a legislação sobre canabidiol no DF, o Disque-Denúncia de maus-tratos aos animais, atendimento geriátrico na rede pública, combate às drogas nas escolas, regulamentação dos food trucks, combate às pichações e informações do transporte público em tempo real.

Renato também ocupou cargos no Executivo, entre eles secretário de Relações Parlamentares e administrador regional de Taguatinga.

Sua candidatura foi lançada em agosto, reunindo lideranças políticas, comunitárias e do segmento evangélico e cristão.

Além da experiência política, o candidato possui forte capacidade de mobilização junto ao eleitorado evangélico e presença territorial em regiões como Taguatinga, Ceilândia, Pôr do Sol/Sol Nascente, Samambaia, Recanto das Emas, Gama, Águas Claras, Brazlândia, Guará, Sobradinho e Planaltina.

Essa combinação coloca Bispo Renato entre os nomes que chegam à reta final com reais possibilidades de conquistar uma cadeira.

Outros nomes no radar

Além dos acima, existe um grupo de candidatos com estrutura e potencial eleitoral.

Entre eles estão: Martins Machado, Jaqueline Silva, Delmasso, Daniel de Castro, Ricardo Vale, Fernando Fernandes, Jorge Vianna, Robério Negreiros, Eduardo Pedrosa, Gabriel Magno, Rogério Morro da Cruz, Iolando, Rôney Nemer, André Kubitschek, Renata Daguiar e Wellington Luiz.

São candidaturas que reúnem diferentes tipos de capital eleitoral, como mandato, experiência política, estrutura partidária, presença territorial e atuação junto a segmentos específicos.

A força das chapas

A eleição para a CLDF não será decidida apenas pela votação individual.

Com 431 candidatos para 24 vagas, a força das nominatas será fundamental. O sistema proporcional poderá fazer com que candidatos com votações semelhantes tenham destinos diferentes dependendo do desempenho de seus partidos ou federações.

Por isso, na reta final, será tão importante observar a disputa individual quanto a capacidade dos partidos de formar chapas competitivas.

A avaliação entre analistas políticos é de que a eleição de 2026 será implacável com candidaturas artificiais e projetos improvisados. Partidos com nominatas fortes, nomes consolidados e capacidade de mobilização tendem a levar vantagem.

Pesquisa é retrato; urna é resultado

A disputa pela CLDF continua aberta. A lista dos 24 com potencial de chegada, ainda está longe de ser definida.

Com quase um quarto do eleitorado ainda sem candidato escolhido, além da influência das chapas, das campanhas e da mobilização nos últimos dias, o cenário poderá mudar.

A eleição será em 4 de outubro, e uma coisa é certa: pesquisa é retrato do momento. O que vale mesmo é o resultado das urnas.

Lairson Bueno

Lairson Rodrigues Bueno, advogado OAB DF 19407, especialista em Direito Penal, atuando na região Centro Oeste, e, estados de São Paulo e Piauí. É formado em Direito pela UCDB - Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande (MS), cursou Estudos Sociais pela UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e, Teologia pela FE - Faculdade Evangélica de Brasília, pós graduado em Direito Penal e Formação Sócio Econômica do Brasil pela UNIVERSO-Universidade Salgado de Oliveira de Niterói (RJ). Mais de 70 cursos de qualificação e atualização profissional. Cursou Espanhol Básico e advogou na fronteira com o Paraguai. Ex-funcionario do Banco do Brasil por 12 anos e de cargos comissionados nas Administrações Públicas por 10 anos. Ex-presidente das Subseções da OAB por 3 mandatos, sendo dois mandatos por Samambaia (DF) e um por Taguatinga (DF). Contatos: (61) 9-8406-8620 advbueno@hotmail.com

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