Mirando o Senado, Ronaldo Fonseca aposta na experiência e no histórico de ‘ficha limpa’
Ex-deputado federal e ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, candidato do PSD-DF busca espaço na disputa por uma das duas vagas ao Senado
Com a proximidade das eleições de 2026, o eleitor do Distrito Federal terá a responsabilidade de escolher seus representantes no Legislativo e no Executivo, e definir os rumos do país. Na disputa por uma das duas vagas ao Senado, o ex-deputado federal e ex-ministro Ronaldo Fonseca (PSD-DF) destaca sua experiência no Executivo e no Legislativo, além da ausência de processos nas esferas criminal, cível ou de improbidade administrativa.
Advogado, Fonseca exerceu dois mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, entre 2011 e 2019. No período, participou de comissões, debates e articulações políticas envolvendo diferentes temas de interesse nacional.
Sua experiência também inclui a passagem pelo governo do ex-presidente Michel Temer, quando ocupou o cargo de Ministro de Estado chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. A função colocou Fonseca no centro da interlocução entre o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e diferentes setores políticos e institucionais.
Experiência no Congresso e no Executivo
A trajetória política de Ronaldo Fonseca começou a ganhar maior projeção nacional com sua eleição para a Câmara dos Deputados. Durante os dois mandatos, integrou a chamada bancada evangélica e participou de discussões sobre temas de interesse do segmento religioso e de outras áreas da agenda nacional.
No Executivo federal, a passagem pela Secretaria-Geral da Presidência ampliou sua experiência na articulação política e institucional. O cargo exigia diálogo permanente com parlamentares, governos estaduais e municipais, além de diferentes setores da sociedade.
Para seus apoiadores, essa experiência é um dos diferenciais de sua candidatura ao Senado, especialmente em uma eleição na qual estarão em disputa duas vagas pelo Distrito Federal.
Liderança no segmento evangélico
Antes de ocupar posições de destaque na política nacional, Ronaldo Fonseca construiu uma trajetória de décadas no meio evangélico. Foi pastor presidente da Assembleia de Deus de Taguatinga (ADET) por cerca de 30 anos e é membro titular da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB).
Também exerceu a presidência do Conselho Político Nacional da CGADB, função que o colocou em contato com lideranças religiosas de diferentes regiões do país.
Essa trajetória mantém Fonseca próximo de um eleitorado que tradicionalmente possui forte participação no processo político e eleitoral. Na disputa pelo Senado, a interlocução com lideranças evangélicas e setores conservadores deverá fazer parte da estratégia de sua candidatura.
Candidato ‘Ficha limpa’
Em um ambiente político marcado pela cobrança por transparência e integridade dos agentes públicos, o histórico jurídico dos candidatos passou a ocupar espaço importante na avaliação do eleitor.
Ronaldo Fonseca apresenta como um dos pontos de sua trajetória o fato de, segundo informações divulgadas por sua candidatura, não responder a nenhum processo nas esferas criminal, civil ou por improbidade administrativa.
A Lei da Ficha Limpa estabelece hipóteses específicas de inelegibilidade, e não responder a processos, isoladamente, não constitui certificado geral de idoneidade ou garantia de vitória eleitoral.
Ainda assim, para o candidato, a ausência de processos nas áreas civil, criminal ou de improbidade, é um componente relevante de seu currículo e poderá ser explorada durante a campanha.
Disputa ao Senado
A eleição para o Senado no Distrito Federal deverá ser uma das disputas mais concorridas de 2026. Duas cadeiras estão em jogo, o que amplia o número de candidaturas e torna decisiva a capacidade de cada concorrente de formar alianças e conquistar diferentes segmentos do eleitorado.
Nesse cenário, Ronaldo Fonseca pretende utilizar sua experiência acumulada em Brasília, tanto no Congresso quanto no governo federal, além da relação construída ao longo de décadas com o segmento evangélico.
A candidatura também ocorre em um momento no qual o eleitor deverá avaliar não apenas o posicionamento político dos candidatos, mas seus currículos, experiências anteriores e histórico na vida pública.
Caberá ao cidadão comparar trajetórias, propostas, posicionamentos e, sobretudo, a vida pregressa de cada candidato antes de definir seu voto.
Fonte: Ag. Capital

